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Bem-vindos a mais uma edição da e-Revista Facitec.
Nos editoriais tenho buscado enfatizar a importância que um periódico acadêmico-científico assume para a academia, abarcando distintas dimensões. Desta feita, gostaria de provocar (no melhor sentido do termo) nossos leitores a pensar no manuscrito publicado como material didático.
O artigo, dada sua natureza, é uma comunicação dos resultados de uma pesquisa, de um novo olhar acerca das doutrinas existentes ou uma revisão aprofundada de um tema (refiro-me às meta-análises de estudos empíricos publicados em um dado período e não às revisões de literatura recortadas de monografias, dissertações ou teses) à comunidade acadêmica. Um bom artigo carrega consigo uma gama de informações sobre um determinado assunto, sobre suas evoluções conceituais, sobre suas aplicabilidades e suas possibilidades metodológicas – ele ensina, atualiza e aprofunda.
Nessa perspectiva, o artigo não é a etapa final da produção do conhecimento, ele é parte de um processo e deve ser visto como um elemento que permite a abertura de um diálogo. Docentes e discentes engajados em pesquisa, em maior ou menor grau, adotam a prática de estudar textos oriundos de periódicos indexados.
Com as facilidades promovidas pela internet e com o advento do conceito de WEB 2.0, vários periódicos têm migrado seus exemplares do suporte papel para o ambiente virtual (DINIZ, 2009). Tudo isso, aliado às revistas que já foram criadas com essa característica e aos portais com vocação de Biblioteca Eletrônica (ex. Scielo, Latindex), confere agilidade e hodiernidade aos textos. Ainda que não seja a realidade da maioria dos estudantes de nível superior contar com um netbook ou tablet que permitam utilizar todas as facilidades da chamada cloud computing, ou mesmo abrir mão do texto em papel para estudar, os textos mais recentes podem estar a sua disposição. Isso pode ser feito por e-mail (é factível crer que a grande maioria tenha acesso a essa tecnologia, seja por intermédio da própria IES seja do trabalho) ou, como ocorre amiúde com capítulos de livros-texto, disponibilizando em pastas nas reprografias.
Se isso é verdade, parece-me salutar elevar o número de artigos recentes adotados como bibliografia (senão básica da disciplina, pelo menos complementar) e reduzir a dependência de livros textos nem sempre atualizados. Não se propõe aqui abandoná-los, pois se espera que esses últimos tenham sido cuidadosamente redigidos no mais alto padrão didático – portanto, facilitariam o entendimento sobre o tema abordado. Não obstante, a inclusão dos manuscritos tem o potencial de suscitar o desenvolvimento de habilidades desejáveis ao profissional de nível superior, como análise, síntese, crítica, julgamento, interpretação entre outros.
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