Revista
Editorial 8ª Edição PDF Imprimir E-mail
Escrito por Alexandre Silvino   
Qui, 22 de Dezembro de 2011 10:09
Prezadas leitoras e prezados leitores, nossa e-Revista encerra mais um ano com uma edição que a caracteriza como revista multidisciplinar. Nesse momento, em plena era da informação, em que a Internet abre portas para diversas realidades, nem tudo que é produzido é sintetizado como conhecimento. Os dados não se integram por si mesmos e tampouco se organizam voluntariamente para responder questões relevantes ao contexto acadêmico ou corporativo.

A preocupação com a sistematização dos dados na forma de teorias e com a divulgação dos achados científicos/acadêmicos remonta à época em que a troca de conhecimentos acontecia pela mediação de livros e cartas nas quais os pesquisadores e pensadores reportavam aos seus pares o conjunto de suas obras. De acordo com Pessanha (1998), as primeiras revistas científicas (Journal des Sçavants, França e Philosophical Transactions, Inglaterra) surgem em 1966 como forma de agilizar a divulgação dos trabalhos, de reduzir a probabilidade de fraudes e garantir a qualidade do material enviado.

Desde então, devido à capilarização e papel central que as Revistas Científicas têm assumido para a comunidade acadêmica internacional, esses veículos de comunicação ganham notoriedade em cursos de Graduação e Pós-Graduação e fornecem às Instituições credibilidade e elevam seu conceito junto à comunidade interna e externa.

Além de compartilhar idéias e conceitos, a importância da Revista reside, principalmente, em conferir validade ao trabalho do autor, uma vez que o reconhecido ocorre quando a pesquisa se torna pública (VALÉRIO, apud MEIRELES, 2006) – haja vista que “só é científico o trabalho publicado” (ZIMAN, apud PESSANHA, 1998, p. 228).

É permissível dizer que o processo de produção do conhecimento deve prever desde a escolha da temática, passando pela elaboração do projeto e execução da pesquisa, até a publicação dos resultados para dar aos colegas e à comunidade em geral acesso aos conceitos, às idéias e ao saber produzido.

Essa etapa singular da produção do saber tem sido uma preocupação constante na Facitec. Não obstante às dificuldades já abordadas em editoriais anteriores, disponibilizamos artigos com temáticas diversas e abordagens distintas, devidamente avaliados por pares (em revisão cega).

Boa leitura.
 
Editorial 7ª Edição PDF Imprimir E-mail
Escrito por Alexandre Silvino   
Ter, 22 de Março de 2011 19:09

Bem-vindos a mais uma edição da e-Revista Facitec.

Nos editoriais tenho buscado enfatizar a importância que um periódico acadêmico-científico assume para a academia, abarcando distintas dimensões. Desta feita, gostaria de provocar (no melhor sentido do termo) nossos leitores a pensar no manuscrito publicado como material didático.

O artigo, dada sua natureza, é uma comunicação dos resultados de uma pesquisa, de um novo olhar acerca das doutrinas existentes ou uma revisão aprofundada de um tema (refiro-me às meta-análises de estudos empíricos publicados em um dado período e não às revisões de literatura recortadas de monografias, dissertações ou teses) à comunidade acadêmica. Um bom artigo carrega consigo uma gama de informações sobre um determinado assunto, sobre suas evoluções conceituais, sobre suas aplicabilidades e suas possibilidades metodológicas – ele ensina, atualiza e aprofunda.

Nessa perspectiva, o artigo não é a etapa final da produção do conhecimento, ele é parte de um processo e deve ser visto como um elemento que permite a abertura de um diálogo. Docentes e discentes engajados em pesquisa, em maior ou menor grau, adotam a prática de estudar textos oriundos de periódicos indexados.

Com as facilidades promovidas pela internet e com o advento do conceito de WEB 2.0, vários periódicos têm migrado seus exemplares do suporte papel para o ambiente virtual (DINIZ, 2009). Tudo isso, aliado às revistas que já foram criadas com essa característica e aos portais com vocação de Biblioteca Eletrônica (ex. Scielo, Latindex), confere agilidade e hodiernidade aos textos. Ainda que não seja a realidade da maioria dos estudantes de nível superior contar com um netbook ou tablet que permitam utilizar todas as facilidades da chamada cloud computing, ou mesmo abrir mão do texto em papel para estudar, os textos mais recentes podem estar a sua disposição. Isso pode ser feito por e-mail (é factível crer que a grande maioria tenha acesso a essa tecnologia, seja por intermédio da própria IES seja do trabalho) ou, como ocorre amiúde com capítulos de livros-texto, disponibilizando em pastas nas reprografias.

Se isso é verdade, parece-me salutar elevar o número de artigos recentes adotados como bibliografia (senão básica da disciplina, pelo menos complementar) e reduzir a dependência de livros textos nem sempre atualizados. Não se propõe aqui abandoná-los, pois se espera que esses últimos tenham sido cuidadosamente redigidos no mais alto padrão didático – portanto, facilitariam o entendimento sobre o tema abordado. Não obstante, a inclusão dos manuscritos tem o potencial de suscitar o desenvolvimento de habilidades desejáveis ao profissional de nível superior, como análise, síntese, crítica, julgamento, interpretação entre outros.
 
A avaliação docente pelos discentes sofre influência da nota que o professor atribui para o aluno? PDF Imprimir E-mail
Escrito por Alexandre Silvino   
Sex, 17 de Dezembro de 2010 21:26
A questão proposta no título poderia ser formulada de outra forma: o aluno aproveita o momento de avaliar o professor como uma forma de retaliação por uma nota baixa?
Leia mais...
 
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